Festival do Folclore de Olímpia

O Festival do Folclore de Olímpia é o mais Tradicional do Brasil!

O Festival do Folclore é um encontro da cultura Brasileira. Além de preservar e manter a cultura popular o Festival fomenta o comércio, o turismo e os serviços na cidade e em toda região noroeste do Estado de São Paulo. Olímpia mantém e incentiva durante todo o ano grupos folclóricos locais, os quais hoje são 15 (quinze) Folclóricos e 3 (três) Parafolclóricos. O estudo de folclore no município faz parte do currículo escolar nas escolas públicas e privadas e para o futuro é almejada a criação da Universidade Livre de Folclore.

O 1º Festival do Folclore de Olímpia, aconteceu em 1965, e desde então, possui alto prestígio e que em razão de tais méritos tornou-se de projeção nacional, ensejando à Olímpia o consagrado título de “Capital do Folclore”.

Professor José Sant’anna

Filho de João Joaquim de Sant’anna e de Hypólita Theodora da Silveira Sant’anna, José Sant’anna nasceu no dia 8 de julho de 1937, em Olímpia, onde fez os cursos científico, magistério e de contabilidade, antes de tornar-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e professor de Língua Portuguesa, disciplina esta que aposentou-se até aposentar-se no ensino de 1º e 2º graus no magistério oficial de Olímpia.

A propósito, foi durante sua atividade pedagógica, em meados da década de 50, que ele se descobriu vocacionado ao estudo do folclore brasileiro, tornando-se, desde então um atuante e denodado folclorólogo. Nesses mesmos entrementes, ao elaborar pesquisas e exposições acerca do referido assunto, empreendidas com o auxílio de seu alunado e restritas ao âmbito escolar, o professor as transcendeu às ruas olimpienses, realizando assim, em 1965, o 1º Festival do Folclore de Olímpia, evento que é hoje detentor de alto prestígio e de nacional projeção, e que, em razão de tais méritos, ensejou o já consagrado título “Capital do Folclore” à sua cidade natal.

Era diretor do Anuário do Folclore, que acompanhava o festival, além de publicar diversos livros sobre folclore. Em 1967, apresentou anteprojeto para a Criação do Conselho Municipal de Cultura, do qual fez parte a Comissão de Folclore, cuja presidência era ocupada por Sant’anna. Neste mesmo ano integrou a 1ª Comissão Estadual de Folclore e Artesanato do Conselho Estadual de Cultura do governo de São Paulo, voltando a pertencer a ela em mais duas ocasiões, na década de 80, e declinando de recentes convites, para mais uma vez ser-lhe membro, em virtude de muitos afazeres em Olímpia.

Em 1973, fundou o Museu de História e Folclore “Maria Olímpia”, ponto turístico de nossa cidade, e um dos mais contemplados do Brasil. Em 1977, suas instâncias junto a administração municipal redundaram na criação da Casa de Cultura “Álvaro Marreta Cassiano Ayusso”, então prefeito. Em 1986, juntamente com o prefeito Wilson Zangirolami, laborou por uma casa própria para o Festival do Folclore: a Praça de Atividades Folclóricas, que, a exemplo da Casa de Cultura, ostentava o nome do aludido prefeito, por solicitação de Sant’anna. Ao presquisar o folclore pátrio, percorreu inúmeras cidades do Brasil, ressaltando-se que de várias delas era cidadão honorário, e, bem assim, possuinte de muitos troféus, medalhas e comendas.

Produziu dois discos intitulados “Olímpia e seu Folclore musical”, entre outros de Inezita Barroso e de artistas olimpienses, ressaltando-se, ainda, que Sant’anna é o autor da letra do Hino a Olímpia. Foi o primeiro Secretário da Educação, Cultura, Esportes, Turismo e Lazer do município. Era membro da Comissão Paulista de Folclore. Exerceu a vereança por vários mandatos em Olímpia, tendo sido, inclusive, presidente da Câmara Municipal.

Esteve na Espanha, participando do I Festival Internacional do Folclore de Laguna, para o qual foi especialmente convidado e incumbido de designar um grupo que nele representasse o Brasil. Excelso e vanguardeiro folclorista, que primava pela didática e pela excelência em tudo a que se dedicava em prol da cultura brasileira, José Sant’anna a quem chamaram de “taumaturgo”, “mago”, era, na realidade, um exemplar e devotado cristão, amigo de inúmeros amigos, querido e admirado por todos que habitam sua Capital do Folclore. Dizem – com o enfadonho sabor das frases prontas – que ninguém é insubstituível, mas José Sant’anna é.

Por: (André L. Nakamura)

Praça de Atividades Folclóricas “Prof. José Sant’anna”

Na 22ª edição do Festival do Folclore, em 1986, tendo em vista o recrudescimento da nossa festa maior e, em contrapartida, a gradual redução do espaço disponível na Praça da Matriz de São João Batista e, posteriormente, no Centro de Esportes “Olinto Zambom”, onde, após 18 festivais na Praça, se realizaram a 19ª, a 20ª e a 21ª etapas do FEFOL, construindo-se-lhe casa própria: A Praça das Atividades Folclóricas “Prefeito Wilson Zangirolami”, assim denominada por iniciativa do então vereador José Sant’anna para homenagear o alcaide que, aliado à força empreendedora do criador do festival, num épito feito, procedeu à construção do “folcloródromo”, realizando-a em pouco mais de quatro meses. A execução da estrutura metálica da obra (aproximadamente 9 mil m2) foi concluída no prazo recorde de 45 dias.

Na ocasião, o prof. Sant’anna assim se expressou: “Olímpia dá uma contribuição elevadíssima ao estudo e à preservação do folclore nacional (…) A Praça, de construção moderna, é elegante e espaçosa, e merece especial menção entre as principais obras do gosto de nossa gente. Nela, o povo se reanima e sente-se valorizado, pois apresenta um aspecto pitoresco e muito agradável em meio a músicas, danças, folguedos, flores, comidas e ao geral e entusiástico contentamento da povoação inteira”.

Com a partida do Prof. Sant’anna (janeiro de 1999), em que se lhe precipitaram as homenagens, Projeto de Lei de autoria do vereador Vicente Augusto Batista Paschoal (de n.º 3074/97) foi unanimemente aprovado pela Casa legislativa olimpiense, convertendo-se na Lei nº 2.723, de 10/2/99, cujo teor determinou a alteração do nome da casa própria do festival, que, deste então, passou a chamar-se “Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas `Professor José Sant’anna'”.

É um mágico recinto, onde se verifica a mais apoteótica celebração da cultura folclórica brasileira. Situado na Avenida Menina-Moça, Olímpia-SP, tem cerca de 96800 metros quadrados de espaço disponível, sendo 6500 de área construída.

Cada vez mais os visitantes se encantam com a Praça das Atividades Folclóricas e os olimpienses dela se orgulham. Paulatinamente, em consonância com as disponibilidades econômicas do Município, cresce e se consolida o maior monumento que se erigiu às atividades folclóricas no país.

POR QUE CAPITAL DO FOLCLORE?
Lendo a biografia de Amadeu Amaral, escrita por Paulo Duarte, verificamos que o autor das “Tradições Populares” e o criador dos nossos festivais penetram nos domínios do folclore, percorrendo os mesmos caminhos: conheceram uma fase engatinhante, passaram por um período de pesquisas metódicas e sistemáticas e, finalmente, transformaram o estudo das maneiras de pensar, agir e sentir do povo, em paixão dominante. Ambos contribuíram à sua maneira para o conhecimento e a divulgação do folclore.

No entanto, Amadeu Amaral viveu numa época em que o trato com o folclore brasileiro tinha aspectos embrionários, foi precursor em muita cousa e os resultados da sua atuação de folclorista foram os livros que escreveu e os numerosos artigos que deixou em jornais e revistas do tempo. José Sant´anna,ao contrário, passou a entusiasmar-se pelo assunto quando o folclore, no Brasil, já ocupava o devido lugar como ciência e deu, por assim dizer, um sentido prático aos conhecimentos adquiridos em livros de pesquisas e acabou por levar as manifestações folclóricas para as ruas. Daí o aparecimento dos Festivais Folclóricos de Olímpia que já pertencem à tradição da cidade.

Ele começou a interessar-se pelo folclore, em 1956. No ano seguinte já pensava em criar para Olímpia um órgão que pudesse divulgar e proteger os grupos então existentes, Proferiu palestras acerca da importância daquela ciência. Reuniu material para a primeira exposição, constituída por objetos que iam desaparecendo no rasto do progresso. Em 1958 expunha nas vitrines de “A Triunfal Modas”, ao mesmo tempo que partia para o “trabalho de campo”, auxiliado por estudantes. Coube à “Camisaria das Fábricas”, em 1959, a vez de abrigar a mestra folclórica. Nos anos de 1960, 1961, 1962 e 1963, as exposições foram para o salão do antigo Colégio Olímpia, hoje extinto. Em 1964 todo o material, consideravelmente ampliado, pôde ser visto pelos interessados, na “Exposição de Móveis Bandeirantes”.

Sem mestre, orientador ou guia, José Sant´anna não tardou muito a colher os frutos dos esforços, das pesquisas, dos estudos. Realizou o 1º Festival do Folclore, em 1965, coadjuvado pelos professores do então Colégio Estadual e Escola Normal “Capitão Narciso Bertolino”, com a exposição montada na antiga “Taba do Carajá”, a participação da cantora Ely Camargo e encerramento com magnífico desfile. Logo após, travou conhecimento com o Dr. Rossini Tavares de Lima e com a Profª Laura Della Mônica, ilustres folcloristas, tornando-se, a seguir, membro efetivo da Associação Brasileira do Folclore.

Em 4 de julho de 1966 criou o Departamento de Folclore de Olímpia, de que participaram os professores da Escola Estadual de 2º Grau “Capitão Narciso Bertolino”, cujo objetivo era incentivar o estudo do folclore e chamar a atenção para a sua extraordinária importância, por meio de cursos intensivos, conferências e exposições. Naquele ano cria-se, no Museu de Folclore do Ibirapuera, uma seção especial para Olímpia e o 2º Festival do Folclore alcançava a mais ampla repercussão.

Já se preparavam os festejos do 3º Festival do Folclore, que contou também com a 1ª Exposição Filatélica, quando o governador Abreu Sodré, assinou o Decreto nº 43310, estabelecendo agosto como o “Mês do Folclore”. Em 27 de setembro eram designados Rossini Tavares de Lima, José Sant´anna, Alfredo João Rabaçal, Hélio Damante e Laura Della Mônica para, sob a presidência do primeiro, constituírem a Comissão Estadual de Folclore e Artesanato.

Sucederam-se o 4º e o 5º festivais em 1968 e 1969, respectivamente. Neste último ano, os dois jornais da cidade circularam com variada matéria folclórica. O primeiro disco, com músicas coletadas na região foi lançado sob o título “Olímpia e seu Folclore Musical”. De São Paulo aqui chegou a Comissão de Folclore.

A repercussão dos festivais anteriores havia trazido a Olímpia gente de todos os recantos. A cidade vivia os seus momentos mais agitados. Por toda parte, no encerramento, o povo se comprimiu para assistir à passagem dos grupos folclóricos com sua coreografia pitoresca e vestes esquisitas e coloridas. Era uma festa de cores, sons e ritmos, onde o belo e o exótico se irmanavam proporcionando um espetáculo de inusitada alegria e estranha beleza.

Naquele ano a Comissão de Folclore, acolhendo uma sugestão de Hélio Damante, pelo que Olímpia representa e por tudo quanto aqui tem sido feito pela preservação e conhecimento do folclore de todo o país, resolveu brindar a nossa cidade, com o cognome por que é, hoje, amplamente conhecida: a Capital do Folclore.

Rothschild Mathias Netto

Fotos

Galeria de fotos

Contato

Telefone para contato

(17) 3280-4989

Localização

Av. Menina Moça, 800 - Vila Hípica